sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

5º Encontro Regional de Parkour - EM CASA

5º Encontro Regional de Parkour





Em 2009 eu participei do 3º Encontro Regional de Parkour o qual foi realizado em Campinas, logo que eu cheguei na Arautos e vi todos os meus amigos e companheiros de treino juntos num só lugar e pensei: "Cara, eu preciso levar esses caras pra treinar em Cosmópolis, vai ser foda um treinão com os caras da região em minha cidade." Aí fiquei o 3º Encontro inteiro com essa ideia na cabeça, passou o tempo e estava chegando o 4º, quando fiquei sabendo que ia rolar uma votação tentei fazer algo falando com o secretário na época mas não obtive respostas e foi confirmado que seria em Jundiaí. No outro ano não teve Encontro Regional, então pensei: "Já que ninguém fez projeto nenhum, farei o de Cosmópolis." E cara... foi uma experiência e tanto, escolher os dias, os lugares onde seria realizado o evento na cidade, a logística da coisa, correr atrás de patrocínio, literalmente correr, conversar com os secretários de Esporte e Cultura de Cosmópolis, e muitas outras coisas que eu realmente considerei como uma escola.

Quando falei com o Nilton, Secretário de Esportes, fiquei até espantado com como ele recebeu tão bem a ideia de realizar o encontro na cidade, na verdade fui pensando que ele diria não, ou que deixaria, mas não nos daria nenhum apoio, o incrível é que aconteceu o contrário, quando cheguei lá ele foi super receptivo, logo pediu para eu lhe mostrar todas as ideias que tive sobre o evento, me deixou livre para opinar e levar o assunto conforme fosse melhor para os praticantes, e deu dicas de como lidar com assuntos como permissão da prefeitura para usar as praças e dicas para a logística do evento também.

Conforme foram passando os dias mais detalhes e necessidades iam aparecendo, como os patrocínios, eu fiquei um mês andando, literalmente andando, por quase todo os cantos da cidade procurando apoio para o evento, algumas empresas nem olham na cara quando você fala sobre apoiar um evento esportivo e ainda tiram um 'sarro' se possível, outras só apoiam se o evento for da prefeitura, antes de fazer os ofícios com o pedido eu formulei 2 contratos um de apoio e outro de patrocínio para o evento, e saí com estes dois contratos por aí pedindo, conversando, implorando para ajudarem a concretizar a ideia, o Henrique "Lee" foi alguns dias comigo e viu como é a situação da coisa, uma semana antes do evento os ofícios ficaram prontos, aí foi outra história, com o ofício mostrando o apoio das secretarias de Esporte e Cultura os empresários se sentiam mais seguros com relação à credibilidade do evento e assim nos ajudavam a cada assinatura realizar um sonho, não só meu, mas de todos os praticantes de Cosmópolis. Só no primeiro dia com os ofícios nós fechamos quase todos os patrocínios do evento, deixando só um pendente, o dos andaimes que precisava da nossa visita no galpão para montarmos a estrutura que utilizaríamos nos dias do evento, logo que montamos, eu já assinei o contrato.

Quando eu estava pensando em como faria este evento, eu lembrei do 5EMPK que foi um dos melhores Encontros que já fui, tanto por Laurent quanto por Châu, e toda a vibe positiva que foi o evento. Eu  me inspirei no 5EMPK para produzir o que por coincidência também foi o 5º Encontro Regional de Parkour, achei a ideia da mostra de vídeos super interessante e resolvi fazer a 1ª Mostra de Vídeos Regional de Pakour, a qual foi muito legal, senti falta de mais vídeos da galera da região, mas fora isso a mostra foi ótima, passei toda a parte de criação e escolha de vídeos para o Casemiro, e também foi onde aconteceu a estreia do curta O Duelo.

Para a mostra acontecer tive que escolher um lugar apropriado para receber todos os praticantes, e que no mínimo eles se sentissem a vontade no lugar, o que não é muito difícil para a galera do Pakour. Minha primeira escolha foi o Auditório XV de Outubro, que fica na escola Paulo Freire, o Nilton me disse para conversar com a secretaria de educação e ver se eles liberavam o lugar para a Mostra, eu liguei e demonstraram o mínimo interesse em saber pelo menos do que se tratava, ok, liguei mais umas 4 ou 8 vezes não obtive nenhuma resposta positiva, então fui para minha segunda opção a quadra da Secretaria de Cultura da cidade, lá eu conheço o Vanderlei e o Moita, e eles foram igual ao Nilton, super receptivos e abraçaram a ideia do encontro, e como já era de se esperar de pessoas boas, eles deram mais ideias incríveis para a melhoria do evento, o Vanderlei viu a lista do nosso café da manhã e disse algo como "Isso pode melhorar!", me indicou um buffet, o qual eu fui atrás e consegui o patrocínio do café da manhã da Mostra de vídeos.

O encontro saiu como desejado em todos os sentidos, se não fosse pela força que recebi dos meus amigos e irmãos do Heros Acrópole talvez acontecesse sim o 5º Encontro Regional de Parkour, mas seria como um treinão pela cidade, sem apoio, sem estrutura e sem a vibe que criamos durante as preparações para o evento, valeu mesmo André "Venom" Rodrigues, Henrique "Lee" Neres, Henrique "Skull" Brinatti, Bruno Banin, Guilherme, Felipe Ribeiro e Raul Veronese talvez lá na frente eu escreva mais sobre esse grupo que desde meus 13 anos eu considero como uma família de irmãos, uns mais velhos outros mais novos, uns que as vezes desviam do caminho e voltam, outros que ainda não voltaram e os que estão sempre firmes, vocês são FODA! Agradeço muito ao Rodolfo que leva a ideia do CTRL+C para frente sem desistir e nos deu uma super força na organização e montagem das estruturas no dia, o cara deixava de fazer as coisas dele as vezes para nos ajudar foi FODA, valeu mesmo, outro agradecimento é ao Lucas da Banda Realseven a qual também faço parte e ao Douglas "Hunter" que nos deram uma força nos alimentos no primeiro dia e no segundo o Lucas deu uma força incrível fazendo o cadastro dos praticantes que chagavam enquanto eu ia montando as caixas de som da Mostra com os caras, e também quero agradecer ao Fagner Elídio da Dogs Chasing Cars que veio para treinar e acabou nos ajudando demais nas montagens das estruturas, e agradecer todos os caras que nos ajudaram a montar e desmontar os andaimes que eu não sei o nome, foi mal mas é difícil gravar o nome de todos, mas muito obrigado mesmo galera.

Resumindo, eu só tenho a agradecer sobre este encontro, se existisse viajem no tempo eu iria para 2009 e diria para eu mesmo: "Cara você conseguiu realizar esta ideia!". Foi um sonho realizado, eu espero ter feito algo suficientemente bom para todos que vieram treinar em Cosmópolis, espero ter passado como eu me sinto em treinar aqui em 'minha casa', e como eu fiquei feliz em receber os meus amigos de Paulínia, Campinas, Piracicaba, Limeira, Rio Claro..., em ter conhecido os caras que começaram a pouco tempo nessas cidades e já mandam super bem, espero que o 5º Encontro Regional de Parkour tenha sido tão bom pra vocês quanto foi para mim!


Muito obrigado, e espero poder fazer mais encontros aqui em Cosmópolis do mesmo nível para cima!

Agradecimentos especiais ao Nilton Secretário Municipal de Esportes de Cosmópolis, ao Vanderlei e "Moita" Secretário Municipal de Cultura de Cosmópolis e ao Vereador Lebrinha.

Grande abraço.

Jeferson.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Voltei e Viagem de fim de ano.


Faz tempo que não entro aqui e posto alguma coisa, depois do último post fiquei meio sem tempo, mas cada hora que dá um tempinho eu venho aqui e escrevo um pouquinho, espero não sair muito da linha de raciocínio que tive no começo da ideia.

Bom logo após o último post aconteceram várias coisas, desde uma viajem por aí a rotina de treino mais focada em técnicas e força. Bom pra voltar aqui eu pensei em contar um pouco como foi a viajem do fim do ano.
Já fazia um tempo que eu não viajava com a minha família, mas este fim de ano foi diferente fomos para poucos lugares comparando com os mochileiros,mas bastantes comparando com as nossas viajens de costume, Primeiro passamos pelo Rio de Janeiro, já tinha visitado a cidade uma vez com o grupo de Ginástica em que eu treinava, mas não tinha visitado muitas coisas, e dessa vez fomos em mais lugares, mas estava um tempo nublado e com pingos quase que uma garoa, uma dica, se você for visitar o Cristo e a pessoa do caixa disser que a vizibilidade é zero e que não adianta subir lá, desconfie, pois uma funcionária nos disse que a visibilidade estava zero, quando subimos podiamos ver tudo, sem nada atrapalhando, ou essa visibilidade zero muda rápido demais. Mesmo com as nuvens e a chuva toda deu para aproveitar bem o Rio, quando estávamos saindo da cidade passamos ao lado da entrada de um morro onde tinha um trator do B.O.P.E. e uma bandeira também do B.O.P.E. no meio de uma praça, fora os soldados com armas passando pelos lados, lembrando bem o cenário de um filme, A cidade do Rio foi bem legal mas o legal mesmo foi uma ilha em que fomos que também fica no Rio onde eu e um primo meu fizemos uma trilha que me inspirou muito, saímos do caminho normal e fomos explorando outras trilhas que tinham lá, eu um pouco tenso com histórias de soldados que foram trilhar por lá se perderam e morreram, achamos uma barragem de uns 30 metros de altura no meio da floresta, fomos até o meio dela, a visão dali era incrível, imagina você a 30 metros do chão podendo pisar somente em 4 palmos de muro, e quando olhasse para frente tivesse a visão do mar ao centro, das montanhas bem longe ao lado e da copa das árvores na sua frente abaixo do mar, claro pra quem treina Parkour/FreeRunning 4 palmos é espaço suficiente pra muita coisa, mas sempre com o máximo de cuidado possível. Saindo do Rio fomos em direção ao extremo norte de Minas, cara como cansa andar isso de carro, eu prefiro viajar e ir parando para conhecer os lugares, mas dessa vez fomos direto e isso é cansativo. Lá é onde meu pai e alguns tios meus nasceram, eu pude ver como era a vila onde eles cresceram, histórias de quando eles eram pequenos, das quais a maioria eram engraçadas, visitar as cidades que eles frequentavam, uma coisa que achei diferente... na verdade não achei, um shopping, lá não tem, pelo menos onde nós fomos, lá são feiras que normalmente são grandes e em um galpão enorme, onde tem quase tudo, até restaurante tem na feira lá, quando entrei numa feira de uma cidade de lá e lembrei da feira da minha cidade, logo pensei que coubesse umas 15 feiras de sábado que é a maior daqui, as feiras de lá são muito interessantes e boas! O melhor é que quase todos da família estavam lá então o clima de festa estava sempre presente no ar. Ainda em Minas fomos visitar uma cachoeira que fica numa cidade bem pequenina, e que cachoeira..., andamos numa trilha durante umas 3 horas e quando chegamos eu pensei que poderiam ter sido umas 10 horas mas essa vista vale muito a pena! A água tinha uma cor amarelada e quando caía no poço da cachoeira formava um lago negro, não sei se era por causa da cor dela ou se era muito fundo mas era incrível, mergulhei lá mas logo saí, a água estava gelada demais e falaram que era um dos dias em que ela estava "quente" ainda. De Minas fomos para Brasília, e mais uma vez a parte cansativa de uma viagem, a pista enorme e sem paradas, pra piorar as Rodovias que usamos pra ir para Brasília são infinitamente retas, sério durante muito tempo não vi nenhuma curva, a na maioria das vezes não tinha pista dupla, tudo muito plano, e o mais estranho, não tem parada, nem que você quisese parar para comer algo em algum lugar, comprar alguma coisa, por combustível, não tinha, teve uma vez que se não me engano foram mais de 200km para achar algum lugar para abastecer e fazer uma refeição, os responsáveis por essas rodovias deveriam tomar algumas providências em relação à isto! Chegando em Brasília logo fomos surpreendidos por um monte de radares, cara tem radar demais naquela cidade, nos perdemos e sim isso foi engraçado, conhecemos os pontos mais conhecidos do distrito, achei estranho não ter ninguém, eu imaginava aquilo cheio de gente, tanto os que trabalham lá quanto os visitantes, protestantes, etc. Sim os lugares são lindos mas pena que muita gente que "trabalha" lá não respeita nada e ninguém! Saímos de Brasília e fomos para Goiania não posso falar muito de lá porque foi mais um passada para conhecer a cidade, em todas as outras conheciamos muita gente, como não tinha ninguém conhecido nessa só passamos e fomos embora, e mais uma vez pegamos a entediante rodovia enernamente reta!

Em todas as cidades eu queria ter treinado com pessoas que treinam lá mas não consegui nem entrar no twitter direito pra avisar alguém sobre algum possível treino. Treinei sozinho em todos os lugares que pude treinar o que foi muito bom também, consegui evoluir minha movimentação em lugares novos com calma e tranquilidade!

Esse foi um breve resumo dessa última viajem, e a minha volta aqui no blog. Abraço e obrigado pela atenção.

Abraço e até a próxima.

Jeferson Spider

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Challenge Accepted!


Bom dia, tarde ou noite para você que tem uma poli barra em sua porta! Algum tempo atrás eu fui à São Paulo a trabalho, durante o tempo em que estava lá as vezes eu visitava um Shopping perto de onde eu ficava e direto eu via essa barra de por no batente da porta, sendo assim eu lembrava de tantos comentários de amigos, conhecidos e até desconhecidos sobre o quanto ela os ajudava nos treinos. Minha vontade de ter uma veio primeiro quando eu ví um vídeo meio como uma propaganda de uma marca de poli barra bem conhecida, depois veio a necessidade, como aqui a cidade é pequena não tem aquelas barras de treino em toda a praça e também é difícil achar algo para improvisar em locais mais pertos de casa.

Um dia em São Paulo eu passando por este Shopping de novo eu vi essa barra por R$ 50,00, acabei não resistindo e comprei, todas que eu tinha visto até então custavam de R$ 90,00 para "cima". Como achei ela bem barata levei, mas com um pé atrás porque com esse preço eu não sabia se ela era resistente como as outras, mas chegando em casa ela já provou o contrário. Achei ela bem simples de montar, o manual explica bem como aplicar todos os passos e ela aguenta bastante peso.

O "Challenge Accepted" do título vem de um desafio que eu me fiz logo que comprei esta barra, o de fazer no mínimo 10 barras para cada vez que eu passar pela porta, sendo assim se eu estiver no quarto e quiser ir ao banheiro, antes de sair eu tenho que fazer 10 barras e quando for entrar tenho que fazer mais 10 barras. Já faz mais de 1 mês que eu venho com esta "coisa", duas semanas atrás eu mudei ele, fazendo para cada semana um tipo de exercício, sendo assim tem uma semana para as barras, outra só de abdominais e até uma de flexões usando e não usando a barra, então cada vez que saio do quarto "me obrigo" a fazer algum exercício. Não, não tenho preguiça de treinar estes exercícios, mas fiz isto para ver os reultados.


Com as barras eu senti uma leve diferença na leveza da minha movimentação, como passar pela porta do meu quarto é uma coisa que sempre faço, as barras tornaram-se o mesmo por consequencia. Com isso ganhei mais leveza nas barras, agora estou reparando com os outros exercícios se vai dar alguma diferença. Meus treinos continuam os mesmos não parei nenhum por conta do desafio, mas no começo principalmente nos dias em que eu treinava as partes superiores eu sentia o peso que as barras traziam, braços bem mais cansados que o normal, mas já me acostumei, hoje não faz diferença.


Não sei quando vou parar com isto talvez ano que vem, mês que vem, semana que vem..., não sei, o que sei é que esta barra me ajudou em algumas coisas bem legais como me familiarizar com as barras, não precisar atravessar minha cidade só para treinar barras, vários flows aqui em meu quarto, entre outras coisas.


É isso aí, eu achei a poli barra muito útil, se você tem vontade de comprar uma compare os preços teste e compre, agora se você tem alguma barra perto de sua casa perca a preguiça e vá lá fazer seus treinos.


Jeferson Spider

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

5ºEMPK, um resumo do que foi para mim.

          
Praça da Assembléia-Belo Horizonte - Local do desafio PKMax Yamakasi


Bom, como postei aqui no blog, nos dias 10 e 11 de setembro a PKMax Parkour realizou em Belo Horizonte  o 5º Encontro Mineiro de Parkour, desde já agradeço à PKMax e à todos que ajudaram pela plataforma do Catarse.

Desde o momento em que soube do encontro fui me organizando, vendo preços de passagens e local para comer e dormir. Como fiquei sabendo em cima da hora as passagens de avião já estavam mais caras que as de ônibus, como a intenção era gastar o mínimo possível eu fui de “bus”. Quando cheguei ao ponto de ônibus para Campinas encontrei o meu amigo Everton, conhecido como “Tarzan” por aqui, esperando o ônibus fomos conversando sobre o evento e os Yamakasi, ele não pensou duas vezes, pegou o “bus” para Campinas e também comprou sua passagem para Belo Horizonte.

São em média 8 horas de viagem, mas tive a sensação de que a ida durou 50 horas, talvez por causa da ansiedade, o “Tarzan” teve a mesma impressão da ida. Chegando lá fomos seguindo as instruções impressas do site da PKMax, estavam boas e quem queria mais detalhes o Google Maps está aí de prontidão sempre, isto também serviu para mim, eu deveria ter consultado ele antes de ir, demorou um pouco mais que o previsto para acharmos o local onde iríamos dormir, mas achamos e reservamos nossas vagas.

Chegando à Pista de Obstáculos do Circuito Militar do 12BI eu vi menos praticantes que imaginava ver, pensei que com a presença de 2 dos Yamakasi o evento teria mais pessoas, mas me enganei. Entramos e tivemos um treino livre como prometido pela PKMax, o Sol estava muito forte e nenhuma nuvem apareceu, aí todos nós fomos almoçar e voltamos mais tarde para começar o Workshop com os Yamakasi, antes de começar, o que me marcou foi o Châu dizendo para não desistirmos por nada, se não fosse muito sério não era para desistir e logo começou a correr, este era o começo do aquecimento. Mais para o meio do aquecimento uma turma começou a ser alongada por um cara, eu pensei que este era o fim do aquecimento, mas o Châu chegou e disse algo do tipo “_O que vocês estão fazendo aqui? O aquecimento não acabou ainda, vamos voltar e continuar.” O mais interessante que eu achei foi o grito “We start together, We finish together!” Que significa “Nós começamos juntos, Nós terminamos juntos!” eu já tinha visto em vídeos muita gente gritando isto, a maioria de Workshops ministrados por eles, mas ouvindo lá, estando lá, a coisa fica bem diferente, eu pensei que eu treinava pesado aqui, mas lá no aquecimento eu achei que ia vomitar, só que o mais interessante é que quando eu pensava que não dava mais eu ouvia alguém dizendo “We start together...” e todos respondendo euforicamente “We finish together!” isso dava muita energia, logo eu já levantava a cabeça e continuava os exercícios com mais força. Terminando o aquecimento veio o sentimento de dever cumprido, ter feito sem desistir ou qualquer coisa do tipo. Aí fomos tomar água e voltamos para treinar as partes de movimentação e técnicas, foram separados quatro grupos, onde os integrantes revezavam de orientador. Fizemos várias repetições de vários movimentos e alguns “flows” pela pista, eu gostei muito de treinar em uma pista de obstáculos do exército, são tantas coisas, tantos “flows” imagináveis. Primeira vez que treino em um lugar como este e espero não ser a última, pois é uma experiência muito grande que se ganha com obstáculos como aqueles. Teve um momento em que eu estava no grupo ministrado por Laurent e fiz o “flow” que ele estava pedindo para todos, logo que terminei, ele chegou a mim e disse: “_Você sabe fazer acro?” eu não tinha entendido bem esse “acro”, acho que ele percebeu pela minha cara e disse acrobacia, aí sim eu entendi e disse que sim, ele pediu para eu fazer um “giro” antes do “flow” e um depois, eu achei muito interessante isso, porque pensei que ele também tinha essa “coisa” entre giros e treinos de Parkour, mas vi um cara mais interessado na eficiência e na beleza da movimentação, só que ele deixou bem claro que era para girar antes e depois do “flow” não durante, isso acredito eu era para não atrapalhar o treino, sem deixar ninguém extrapolar com “girolências” no meio da movimentação.

Foi um dia bem intenso com muita experiência adquirida, logo que terminou o treino eu e o “Tarzan” fomos para o alojamento dormir, e no meio da noite chega ninguém menos que Zico, Jean e alguns alunos da Tracer, só lembro isso depois desmaiei e dormi.
No segundo dia acordei menos dolorido que pensei que iria acordar, fomos de carona com o Zico para a 5ª Mostra de vídeos, lá foram apresentados alguns vídeos do Yamakasi com comentários do Bruno “Rachacuca” e dos próprios Yamakasi’s presentes, logo após a mostra tivemos a oportunidade de montar grupos e formular perguntas para os dois, quando formamos o grupo o Jean já tinha umas 10 questões prontas, o que nos ajudou a escolher uma com um tema interessante, não que as outras não tivessem, mas como era só uma...
Havia um tradutor de francês lá então eles falavam em sua língua nativa, não sei o porque disso mas me inspirava muito ver os dois falando em francês, acho que me lembrava os vídeos em que eu via eles explicando várias coisas em francês e dos filmes também. Ver os dois respondendo às perguntas, explicando algumas coisas e até a “discussãozinha” sobre alimentação foi muito incrível. Quando terminou eu fui falar com o Laurent sobre comprar uma camiseta do WWS, ele disse que não tinha nenhuma nova para vender e me deu a dele azul, achei muito legal e já treinei com ela sim, o “Tarzan” trocou uma do Parkour Cosmópolis com uma WWS do Châu também.

Bom, terminada a mostra nós fomos direto para o desafio PkMax Yamakasi, o qual era um treino denominado por Laurent como 101 o 1 a mais é para quem não está presente, ao invés de ficar se lamentando de formas erradas você vai e faz mais 1 para tal pessoa, ele disse que quem começa tem que terminar, fizemos 101 repetições de um monte de exercícios, achei muito interessante a filosofia de não deixar ninguém ficar sozinho nas repetições, então se alguém terminar e ver alguém sozinho se “matando”, este mesmo alguém vai ao lado da pessoa e termina os exercícios junto com ela, e eu posso dizer que isso ajuda muito e passa a idéia de que você não está ali sozinho, você está com um grupo, todos começam juntos e todos terminam juntos! Várias vezes eu vi o próprio Laurente terminar sua série e voltar para terminar junto com alguém que não tinha acabado ainda. Enquanto isso do outro lado da praça os outros praticantes que não estavam no desafio estavam tendo um treino que achei bem legal com o Châu, eles fizeram uma meia lua e ficavam batendo palmas dizendo algo que não deu pra entender, me lembrou muito uma roda de capoeira, só que ao invés de dois capoeiristas no meio da roda era alguém que mandava algum “flow” voltava e batia na mão de outra pessoa e essa pessoa mandava outro “flow”, eu particularmente achei muito interessante porque acho que trabalha bem a parte da criatividade da pessoa.

Quando terminamos o desafio o Laurent chegou a mim, ao “Tarzan” e ao Bruno e passou uns exercícios bem diferentes, nós fizemos e ele disse: “_Hoje eu passo isso para vocês, vocês vão treinar e melhorar essa técnica, um dia eu vou ver isso e dizer, O que é isso? E vocês vão passar estes exercícios para alguém que irá melhorar estes movimentos, e esta pessoa também passará até chegar os super humanos!” eu ri muito quando ele disse isso mas achei bem legal. Os dois, tanto o Laurent como o Châu tem um senso de humor bem legal, principalmente quando o Châu imitava os brasileiros falando!

Bom em resumo eu aprendi muito, me inspirei muito e conheci um pouco do Parkour mineiro, foi uma experiência incrível treinar com 2 do Yamakasi e espero ter a oportunidade de treinar com os outros também, quem sabe um dia.

Isto é um breve resumo do que eu vi e pensei do Encontro Mineiro, e mais uma vez quero agradecer à PKMAX Parkour e a todos que incentivaram e ajudaram de qualquer forma para este evento acontecer, digo como um simples cara que sempre quis treinar com alguém do nível dos Yamakasi.

Muito Obrigado.

sábado, 3 de setembro de 2011

Primeiro Fórum de Cultura de Cosmópolis







Hoje 03 de Setembro de 2011 ocorreu o primeiro Fórum de Cultura de Cosmópolis, eu estava treinando aqui no quarto quando entrei em meu e-mail e vi o convite, logo me interessei, terminei meu treino e vim ver o dia e a hora do evento, me assustei quando vi que era hoje mesmo e que já tinha até começado. Tomei banho, me arrumei bem rápido e fui correndo para a Secretaria de Cultura. Cheguei lá acredito eu que o evento já estava na metade, o "Moita" (Secretário de Cultura de Cosmópolis) estava terminando de falar algumas coisas, em seguida ele entregou o microfone para uma mulher a qual eu não conheço, mas estava falando sobre como divulgar e melhorar o artesanato daqui da cidade, depois foi um cara falar sobre como melhorar a cena musical da cidade, dando várias ideias interessantes, como saraus para aqueles que se interessam em começar a se apresentar mas não têm oportunidades, conseguir lugares para que aconteçam estes saraus, entre outras, também foi o professor Alexandre de teatro, o qual eu admiro muito pelo talento que tem, ele comentou sobre várias ideias e uma delas foi resgatar um projeto onde se apresentam peças em comunidades, e citou um comentário bem interessante de uma mulher que estava lá, não lembro ao certo, (erro meu que deveria ter levado meu caderno de anotações), mas o comentário dizia alguma coisa assim: "_trazer as pessoas para a cultura é como alimentar um animal com as mãos, vai devagarinho que ele vem até você.", e por último vieram dois caras, um deles já foi meu professor de Sociologia, os dois falaram sobre a cultura afro em Cosmópolis e os patrimônios históricos daqui, mas eles mesmos citaram a dificuldade que é resgatar coisas deste valor para nossa cidade.

O tópico que eu queria ver, na verdade foi o tópico que me fez ir até lá, que era sobre Artes visuais e Audiovisuais já tinha sido apresentado antes de eu chegar, mas foi bom eu ter ido, consegui aprender um pouco que seja sobre como a cultura é organizada aqui em Cosmópolis.

Bom o que eu vi do Fórum eu achei legal, tanto as apresentações de idéias quanto a apresentação da dupla do fantoche que foi muito boa. No fim do evento o "Moita" comentou sobre a quantia de pessoas, parece que foi mais que o esperado, mas mesmo assim, em minha opinião poderiam ter comparecido mais pessoas, ao que me parece o Fórum só foi divulgado por e-mail, me desculpem se estiver errado, tenho certeza que apareceria mais pessoas se este Fórum fosse divulgado em escolas, pelas ruas e outros meios. Mas não posso dizer nada por não saber a intenção de quem organizou, talvez se fossem mais pessoas não seria bom o quanto foi ou talvez seria melhor ninguém sabe.

De qualquer forma eu agradeço à Secretaria da Cultura de Cosmópolis por este início, e já dou os parabéns pela organização.

É isso aí galera hoje não teve nada sobre treinos a não ser o começo quando falo do treino no quarto, mas fica a dica participem mais do que a sua cidade está fazendo, se você se interessa por esportes vá aos eventos que definirão o futuro do esporte em sua cidade, se você se interessa por outras coisas não deixe de procurar saber o que acontece em sua cidade, talvez lá você encontre algo interessante que te ajude.

Jeferson Spider.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

5º Encontro Mineiro de Parkour



Oi galera, hoje estou aqui para falar da 5ª Edição do Encontro Mineiro de Parkour, os encontros mineiros já são bem conhecidos pela galera do Parkour brasileiro, eu até agora não fui em nenhum, tanto por falta de fundos na época quanto por falta de tempo, mas neste eu quero ir, tudo indica que este ano vai dar certo, sem certezas ainda.

Então, o 4º encontro pelo que vi em vídeos e comentários de amigos foi ótimo, com a presença de Stephane Vigroux, Chris "Blane" Rowat e Dan Edwardes, da Parkour Generations, devem ter aprendido demais com eles.
Para o 5º encontro estão querendo trazer os franceses Chau Belle Dihn e Williams Belle, membros do Yamakasi, primeiro grupo de Parkour do mundo. "Os gringos compartilharão sua experiência, técnicas, criatividade e energia em dois dias de oficinas para todos os níveis de interessados e praticantes da comunidade brasileira de Parkour, do iniciante ao avançado."

E para isto eles estão fazendo uma campanha pela plataforma do Catarse, se você quiser ajudar clique AQUI.

Segundo o vídeo, se a meta não for atingida você recebe seu dinheiro de volta, para entender mais é só clicar neste link AQUI mais uma vez.

Se tiverem alguma dúvida: encontro@pkmaxparkour.com

Eu sei que está bem em cima da hora para postar isto, mas eu também fiquei sabendo em cima da hora, não custa nada ajudar a divulgar este projeto então...

Espero que algumas almas boas nos ajudem.

E obrigado pela iniciativa PKMax.

Jeferson Spider.

domingo, 21 de agosto de 2011

O Primeiro

O Primeiro Oi, tudo muito simples, estou aprendendo a usar blog ainda, então você que está lendo me desculpe se não fiz algo que poderia ter feito em relação à design, fiquei fuçando nele até agora madrugada de segunda-feira. 

Por que um blog? Bom, por que achei interessante a idéia de expressar o meu ponto de vista sobre várias coisas, como meus treinos, dia a dia, desafios, ...

Por que o nome Jeferson Spider? Meu nome é Jeferson Teixeira, logo muitas pessoas me conhecem por ele e também muitas pessoas me conhecem pelo meu apelido (que por sinal ganhei antes de praticar Parkour, aos 11 anos já me chamavam de Spider), então decidi deixar os dois. 

O que você faz da vida? Bom, ano passado tive que escolher entre fazer Produção Audio Visual ou um curso de Dublê, eu acabei escolhendo o curso de dublê o qual me rendeu e rende experiência em ação e alguns trabalhos relacionados à TV e Cinema, mas estou entre duas escolhas denovo, Ed. Física ou Cinema, duas áreas muito diferentes mas que eu respeito e gosto muito.

É isso aí, já terminei com o blá blá blá dos cumprimentos, acho que já deu pra conhecer um pouco sobre mim. 

Um grande abraço a todos. Jeferson Teixeira.